A partir da prática realizada, bem como, considerando o local de sua realização, exemplifique como o historiador pode lidar com as fontes trabalhadas para desenvolver o conhecimento histórico relativo à história local e/ou regional no espaço escolar.

Ler: RELATÓRIO SOBRE A PRÁTICA DA DISCIPLINA EM SEMINÁRIO DE PESQUISA E PRÁTICA EM HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL

 

Seguindo as atividades realizadas no espaço do museu eu tive a percepção voltada ao conhecimento histórico local e regional, sendo que para esta catalogação eu tive que ter acesso a álbuns de fotos com modelos variados, de períodos diferentes, com anos e códigos diferentes, mesmo que de um mesmo criador e empresa. Porem isso demonstra a quantidade gigantesca de material disponível e ainda não catalogado ou estudado, dando margem para um enfoque não apenas voltado para a moda, mas também para a arte, ecologia, engenharia de produção, tendências de cor e estilo para a época, voltados não só para o público sul-rio-grandense, mas também do público nacional e internacional.

Esse material (no caso as fotografias da linha de calçados Czarina) tem extrema importância para a região do vale do sinos e da região sul do país. É visível que para quem atua no museu, seja através de práticas ou intervenções, se pode usar os diversos materiais disponíveis no museu que podem compreender uma grande compreensão seja de fatos operacionais do setor, como também econômicos, políticos e sociais na comarca. Existe uma grande possibilidade de se criar trabalhos e intervenções voltadas a marcas, estilos, tendências e peças disponíveis no acervo, sendo que esses quesitos podem e servem como moldes para a produção calçadista atual. Contudo como a maioria dos materiais que trabalhei foram de uma única empresa eu desenvolvi um pré-projeto voltado para esta empresa, no caso a Calçados Czarina.

No quesito escolar, segundo a própria assistente Gabriela Ermel o MNC recebe muitas escolas para visitas e está aberta a intervenções junto a instituições escolares municipais, estaduais ou privadas, desde que esta seja bem fundamentada e desenvolvida. Já voltado sobre o uso do material que tive acesso, fica um pouco mais complicado, já que estes materiais são praticamente voltados a fotografias de calçados e acessórios, contudo um trabalho que pode ser desenvolvido é uma análise comparativa entre as peças feitas pela calçados czarina e outras indústrias da região, demonstrando assim a tentativa de lançamento de tendências para aqueles períodos, este trabalho se bem elaborado pode ser feito com parceria do curso de modas e outras instituições que desenvolvam cursos voltados ao setor calçadista, dando assim a comunidade geral e escolar um envolvimento sobre o que foi e como foi pensado aqueles modelos catalogados, ou seja, a história daquela linha de calçados.

O local onde foi desenvolvido a pratica também possibilita o conhecimento histórico relativo à história do setor coureiro calçadista no município de Novo Hamburgo, na região do vale do sinos, do estado e do país. Sendo assim é possível estudar o contexto referente ao passado e o presente destes locais e do setor. Neste meio o historiador pode trabalhar com os materiais disponíveis nas exposições ou então desenvolver uma intervenção em parceria com o museu, desenvolvendo um senso crítico entre os futuros cidadãos de nossa sociedade, seja através do conhecimento do passado, como da percepção de como chegamos a tal realidade.

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RELATÓRIO SOBRE A PRÁTICA DA DISCIPLINA EM SEMINÁRIO DE PESQUISA E PRÁTICA EM HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL

1.  LOCAL DA REALIZAÇÃO DA PRÁTICA

O presente trabalho tem como objetivo a elaboração de uma análise e detalhamento sobre a pratica realizada no MNC (Museu Nacional do Calçado) em Novo Hamburgo através da disciplina de Seminário de Pesquisa e Prática em História do Rio Grande do Sul e a afinidade com a história do estado do Rio Grande do Sul. Para isto foi elaborado um pré-projeto de pesquisa, onde foi escolhido um material encontrado na instituição durante a prática, para ser feito este pré-projeto, que visa apresentar um material disponível no museu referente a indústria Czarina e o estilista Carlos Gilberto Simon.

 

 2. LOCAL DA REALIZAÇÃO DA PRÁTICA

 

            Como dito anteriormente a prática foi realizada no Museu Nacional do Calçado, este local tem extrema importância para a história não só do Brasil, mas também do Rio Grande do Sul e principalmente da região do vale do sinos, já que o mesmo tem como objetivo conservar a memória do setor coureiro-calçadista. O MNC é abrigado desde 1999 pela Universidade FEEVALE em Novo Hamburgo, o museu conta com três salas onde funciona no qual pode-se ver peças doadas pelo mundo artístico, esportivo, fábricas da região e por colecionadores particulares. Além de resgatar o passado, o Museu inspira criações futuras, instigando modelistas e profissionais do ramo da moda e do calçado. O Museu está localizado na Avenida Dr. Maurício Cardoso, No bairro histórico da cidade, Hamburgo Velho.

O Museu é mantido pela parceria de 3 instituições, as duas primeiras tem uma forte ligação entre si, são elas a Universidade FEEVALE e a ASPEUR (mantenedora da FEEVALE) e conta além disso com a parceria da Prefeitura de Novo Hamburgo. Segundo a Assistente da instituição Gabriela Ermel, o Museu conta principalmente com as peças adquiridas através de doações, a instituição atualmente possui mais de 40 mil peças (calçados, fotos, documentos, roupas, cintos, bolsas, quadros e entre outros). Além de reunir os materiais, o museu conta com uma intensa produção de trabalhos sejam expositivos ou descritivos, um destes que uso neste trabalho (Memória do Setor Coureiro-calçadista: pioneiros e empreendedores do Vale do Rio do Sinos).

Atualmente o museu tem no seu corpo de funcionários 4 membros, a primeira estagiária Regina de Souza, a assistente Gabriela Ermel, a coordenadora Ida Helena Thon e a diretora Cristina Ennes. O Museu Nacional do Calçado conta com 3 tipos de exposições, duas fixas e uma temporária, a primeira exposição fixa conta a história do calçado no mundo e do setor calçadista no RS, a segunda exposição fixa é intitulada de hall da fama, onde se apresentam peças de astros do esporte, grandes nomes da literatura e poesia brasileira, por fim, a terceira exposição é temporária e conta com peças que seguem um tema por eles elaborados, normalmente são peças do acervo, contudo há uma busca por empréstimos de peças para serem apresentadas e posteriormente devolvidas a seus legítimos donos.

 

3. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS

 

Durante meu estágio no Museu Nacional do Calçado eu pude ver uma visitação e fazer catalogação de fotos, por meio de escaneamento. Estas fotos pertenciam em sua grande maioria ao estilista Carlos Gilberto Simon, sendo que se tratavam de coleções de calçados e seus assessórios feitas entre os anos de 1972 e 1989 pela indústria czarina. Além disso também tive acesso a dois outros álbuns que continham fotos feitas da primeira feira realizada na Fenac e também fotos coloridas da mesma durante os anos 80, e mais um álbum que continha fotos datadas de 1913 a 1941, sendo que estas continham lembranças de casamento, comunhão, familiares entre outros.

As fotos eram catalogadas da seguinte maneira: álbum, ano, coleção e peça (Ex: Álbum 6 – 1982-1983 – Coleção Alto Verão – Peça 7073).

No dia 30 de Outubro de 2014, meu estágio ocorreu das 14:00 até as 18:00, onde eu pude junto a Gabriela Ermel abrir o museu, conferir o funcionamento da instituição e subir até o acervo da instituição ver como eram armazenadas as peças. Além disso cataloguei o Álbum 1 referente a fotos avulsas datadas de 1913 a 1941, sendo que estas continham lembranças de casamento, comunhão, familiares entre outros, e também, o Álbum 2 (coleção outono-inverno 1983)

No dia 31 de Outubro de 2014, meu estágio ocorreu das 14:00 até as 18:00, onde eu cataloguei o álbum 3 (coleção Primavera e Verão 1977-1978) e o álbum 4 (coleção Primavera e Verão 1976).

No dia 01 de Novembro de 2014, meu estágio ocorreu das 08:00 até as 12:00, onde pude catalogar o álbum 5 que não continha dados por ter sua capa extraviada, além disso também foi feito os álbuns 6 (Coleção Alto Verão 1982-1983) e 7 (Álbum Fenac).

No dia 06 de Novembro de 2014, meu estágio ocorreu das 14:00 até as 18:00, onde pude catalogar os álbuns 8 (coleção primavera verão 1972), 9 (coleção primavera verão 1974) e 10 (História do calçado).

No dia 07 de Novembro de 2014, meu estágio ocorreu das 14:00 até as 18:00, onde pude catalogar os álbuns 11 (Sem dados), 12 (coleção outono inverno 1975), 13 (coleção outono inverno 1987) e 14 (coleção primavera verão 1986).

No dia 13 de Novembro de 2014, meu estágio ocorreu das 14:00 até as 18:00, onde pude catalogar os álbuns 15 (coleção primavera verão 1988 e 1989) e 16(coleção Outono Inverno 1988 e 1989).

No dia 17 de Novembro de 2014, meu estágio ocorreu das 14:00 até as 20:00, onde pude catalogar os álbuns 17 (coleção Outono Inverno 1976) e 18 (sem identificação).

Centros de documentação histórica no RS – MHF: Museu Histórico Farroupilha

O Museu Histórico Farroupilha foi criado em fevereiro de 1953, também tem vínculo com a secretária de cultura do estado tem como a missão de preservar e valorizar as memórias da Revolução Farroupilha.

            No Museu Histórico Farroupilha existem dois tipos de exposições, a principal (longa duração) e a secundária (curta duração). Em seu acervo encontra-se um conjunto de peças de diferentes épocas, de diversos temas: são objetos pessoais de Bento Gonçalves, telas sobre a Guerra dos Farrapos, mobiliários do século XIX, moedas do período colonial até os nossos dias, objetos do cotidiano, máquinas de costura, xícaras, talheres, palmatórias, fardas, armas, vestuários, imagens sacras, entre outros

Frases (30/11/2014)

É um grande erro incentivar que um religioso deve ficar longe da política! Pois as religiões formam um repertório cultural inimaginável na formação humana, elas penetram despercebidas nas nossas ideias e sentimentos mais pessoais, ou seja, é impossível separar algo consolidado dentro de um ser humano e exigindo que ele deixe de lado algo que formou seu caráter ou mesmo sua personalidade. Se for assim devemos deixar todos os seres humanos fora da política, pois enquanto formos humanos não poderemos separar a cultura do sujeito.

Uma breve reflexão sobre a importância de obras biográficas como a de L. Schwarcz, J. Barman e José Murilo de Carvalho, na retratação de Dom Pedro II

Ao ler texto de Lilia Schwarcz (autora do livro As Barbas do Imperador – Dom Pedro II, um monarca nos trópicos) percebo a importância da discussão, do hábito e da leitura de bibliografias, principalmente quando estas tentam trazer uma posição crítica para a história, sem claro cair nas biografias emblemáticas e sem um caráter histórico, onde se visa apenas vender ou ser puramente e cruamente polêmico.

Em seu texto Schwarcz faz uma breve análise sobre dois livros publicados, um uma biografia (O imperador cidadão: D Pedro 2º e a construção do Brasil, 1825-91 de J. Barman) e outro um ensaio (Tempo reencontrado – Ensaio sobre Arte e Literatura de Alexandre Eulálio, com organização de Carlos Calil), junto este texto em si, com a obra biográfica de José Murilo de Carvalho (perfis brasileiros: D. Pedro II).

José Murilo de Carvalho em sua obra apresenta dois personagens distintos, através de uma narrativa que mostra um conflito mútuo. Estes dois personagens são os de Pedro D’ Alcântara (o homem e cidadão comum, que amava as letras e as ciências, tanto quanto detestava as pompas do poder) e o de Dom Pedro II (o imperador que governou o Brasil de 1840 a 1889).

Para Schwarcz, Barman tem um grande domínio sobre os documento, que faz os seus leitores acreditarem estar lendo uma obra de ficção e não uma biografia histórica. Mesmo que Barman siga o gênero tradicional, onde se elege uma cronologia como fio condutor no perfil bibliografado. Contudo a autora elenca que Barman poderia ter arriscado e desviado mais das armadilhas das fontes utilizadas e também que o autor britânico poderia/deveria ter revisto parte de uma extensa bibliografia nacional já existente na época da primeira edição.

O Imperador Cidadão de Barman é uma obra de peso, assim como a de Carvalho, sendo que o brasileiro elogiou a obra tardiamente que chegou ao Brasil, mesmo ela sendo anterior a que uso nesta reflexão. Tenho que concordar com Schwarcz que o “objetivo do historiador não é, com certeza, o de exercício de glorificação de um soberano”, contudo é necessário que a historiografia nacional busque escrever obras deste nível e mesmo superiores, pois é triste ver figuras como a do Imperador serem esquecidas pela maioria massa de brasileiros.

A obra de Carvalho é um exemplo disso, pois não só um historiador pode usá-la como uma fonte rica e não muito complexa, como também um estudante de história ou entusiasta pode desfrutar da mesma. Assim como a obra de Barman, na qual tive um breve acesso, o livro de José Murilo de Carvalho tem uma leitura bem conduzida, que flui e ao mesmo tempo intriga o leitor.

O livro de Schwarcz (As Barbas do Imperador) igualmente memorável, porém não tão biográfico como estes outros dois, também explora este novo público, que aos poucos através não só da mídia, como também dos projetos e incentivos voltam a despertar interesse em obras como estas, que não só apresentam uma personalidade histórica, mas que também a recolocam no seu local de importância na história geral do Brasil, isso claro com um toque a mais de especificações e relatos fundamentais.

A educação e Dom Pedro II

Com base na biografia de D. Pedro II escrita por José Murilo de Carvalho eu resolvi desenvolver uma reflexão com apoio em uma temática, que deveras vejo como muito intrigante e fascinante. Bem minha temática escolhida é a da educação do imperador e como isso ficou presente no decorrer de sua vida, e claro no seu governo, reforço essa temática com um aspecto presente em D. Pedro II o de sempre ter uma paixão pelas ciências e principalmente pelos livros.

Essa marca que citei anteriormente é muito bem presenciada em uma de suas contundentes declarações, sendo que está presente no livro de carvalho e também onde o mesmo dedicou um capitulo todo sobre a mesma, bom essa citação foi apresentada no diário de 1862, onde ele coloca “nasci para consagrar-me às letras e às ciências, e, a ocupar posição política, preferia a de presidente da República ou ministro à de imperador.”

Introduzindo sobre o que irei vos apresentar, parto agora para alguns dados relevantes. Esta breve reflexão usa dados presentes principalmente nos capítulos 4 (Fabricando o príncipe perfeito), 7 (Aprendendo a Governar), 11 (Autorretrato), 12 (Receita de Governante) e 30 (Nasci para as letras e as ciências) do livro ‘perfis brasileiros: D. Pedro II’ de José Murilo de Carvalho, apesar que em todo o livro se encontram relatos e abordagens fascinantes voltadas a educação desta ilustre personalidade.

Pedro d’ Alcântara antes de se tornar Dom Pedro II foi um jovem príncipe criado para ser um imperador ideal, ou como Murilo de Carvalho descreve “o príncipe perfeito”. Pedro II cresceu um jovem órfão de mãe logo depois de completar um ano de idade e de pai aos 9 quando Dom Pedro I abdica ao trono e retorna a Europa.

Sendo o órfão da nação, Dom Pedro II recebe a instrução de diversos mestres e tutores, diga-se de passagem um aprendizado rígido que o pai não teve. Como dito anteriormente este aprendizado foi uma dos fatos que marcaram a personalidade de Dom Pedro II.

Alcântara em sua educação aprendeu disciplina e pontualidade, uma linha de educação literária e moral que misturava iluminismo, humanismo e moralismo. Itanhaém um de seus tutores queria que o monarca fosse humano, sábio, justo, honesto, constitucional, pacifista e tolerante. Um homem dedicado integralmente a suas obrigações como imperador e isso acima de suas paixões ou interesses privados.

De certa forma Itanhaém teve êxito, pois em seu caderno número IX, que se inicia em 31 de dezembro de 1861, Dom Pedro II faz um autorretrato no qual ele cita o seguinte:

“Pouco direi do indivíduo. Tenho espírito justiceiro e entendo que o amor deve seguir estes graus de preferência: Deus, humanidade, pátria, família e indivíduo. Sou dotado de algum talento; […] Dizem que por esse nímio escrúpulo não poderei criar amigos; melhor, não terei falsos quando os haja granjeado. […] Não posso admitir favor diferente de justiça. […] a minha política sempre foi a da justiça em toda a latitude da palavra, isto é, da razão livre de paixões, tanto quanto os homens podem alcançar.” (Carvalho, pag. 79-82, 2007)

            A visão que o próprio imperador tinha sobre si demonstra esse imaginário imposto sobre ele de ser o monarca ideal, o imperador perfeito. Sua vida, segundo Carvalho, era de um homem visivelmente infeliz, que receberá pouco carinho afetivo e que descobrira no poder um meio de maquiar sua insegurança e timidez e na ciência e nos livros um meio de proteção e afetividade.

Dom Pedro II apoiou muito as ciências, letras e artes e fez muito para o Brasil desenvolver essa imagem que ele mesmo queria passar de si. O que para Carvalho é algo muito importante, quando o mesmo elenca que isso tudo aconteceu com uma população brasileira composta por 80% de analfabetos.

Para se ter noção de suas cobranças na infância Dom Pedro II tinha aulas de desenho, história universal das artes, literatura antiga e grega, ciências práticas, escrita, caligrafia, geografia, francês, latim, alemão, inglês e esgrima. O futuro imperador adquiriu seu hábito de leitura graças a seu dia-a-dia nas infância, bem como seu regramento com as horas e pontualidades. Lia para os outros e gostava que lessem para eles, falava sobre assuntos dominados por intelectuais, isso desde cedo, o que o garantiu diversas conversas com pessoas importantes no futuro, gerando posteriormente admiração dos mesmos quando lembrados dos demais líderes dos países da américa do sul.

Mesmo visitando inúmeros países com intuito de aprender sobre novas tecnologias e implantá-las no Brasil, ele não desenvolveu esse interesse em invenções, contudo tornou-se o primeiro brasileiro fotógrafo quando adquiriu uma câmera de daguerreotipo em março de 1840, ajudou a um laboratório fotográfico em São Cristóvão e outro de química e física, um observatório astronômico, diversas bibliotecas.

Reforçando ainda este ideal de que a educação foi fundamental para o caráter de Dom Pedro II, Barman, evidencia queO Imperador considerava a educação como de importância nacional e era ele mesmo um exemplo do valor do aprendizado.”. Heitor Lyra expõe em seu livro ‘História de Dom Pedro II (1825–1891)’ uma fala do imperador em que fica claro o enraizamento da intelectualidade no seu pensamento, onde ele diz que Se não fosse Imperador, gostaria de ser um professor. Não conheço tarefa mais nobre do que direcionar as jovens mentes e preparar os homens de amanhã”.

            Citações como estas demonstram a profunda inserção de sua instrução ainda quando criança, além da influência que isto o deu não só no campo mental, mas também político e social.

É questionável se isto foi certo ou não nos moldes politicamente corretos da atualidade, contudo muito do desenvolvimento da nação brasileira pode se dar graças as políticas adotadas pelo último monarca do país, que como Carvalho elenca que mesmo deposto e exilado aos 65 anos de idade deixou consolidada a unidade do país, abolidos o tráfico e a escravidão, deixou uma sólida base representativa graças as ininterruptas eleições feitas, garantiu a liberdade  de imprensa e deixou uma base ainda mais sólida no qual se desenvolveram as ciências nacionais em grande parte do século XIX.

É inegável para Carvalho que “pela longevidade do governo e pelas transformações efetuadas em seu transcurso, nenhum outro chefe de Estado marcou mais profundamente a história do país”.

Frases (20/11/2014)

O maior erro dos ateus nos dias atuais é achar que a ciência é que faz a humanidade perguntar e a religião que as inibe a não perguntar! Primeiro a ciência busca sistematizar conceitos e refutar pensamentos com base na metodologia científica, aumentando assim o conhecimento humano. A real responsável por fazer as perguntas que movem a humanidade se chama filosofia, ou seja, o meio de problematizar questões fundamentais voltadas à verdade apresentada, à existência vivida e aos valores ensinados. Segundo a fé e as religiões não inibem a humanidade de perguntar, mas preenchem o vazio da dúvida formado na filosofia e não comprovável pela ciência. As religiões e principalmente a fé movem a humanidade a respostas confortáveis, mesmo que não comprováveis.

Frases (10/11/2014)

Citar um/vários livros de autores ateístas que tentam através de suas refutações provar ou convencer que pessoas não são livres para pensar, sentir ou viver é o mesmo que citar um livro escrito por um cachorro refutando o método de adestramento feito pelo homem! Em simples palavras não existe “lei” que liberta, nem mesmo a “lei-tura”, pois ela mesmo te prende a uma corrente criada pelo próprio escritor, que carrega-te a onde ele quer e induz-te a pensar como ele ambiciona!

Estabilidades e garantias provisórias de emprego – Acidentado ou com doença profissional equiparável

O art. 118 da Lei 8.213/91 garante ao empregado, vítima de acidente do trabalho, o emprego por 12 meses após a cessão do auxílio-doença acidentário. Quem se acidenta e volta ao serviço, nos primeiros quinze dias de afastamento remunerado pela empresa, não é contemplado com a garantia de emprego. A estabilidade para o caso de acidentado começa a partir do término do auxílio-doença concedido ao empregado que sofreu acidente de trabalho. Para ter direito à estabilidade de 12 meses é necessário que o afastamento por motivo de acidente seja superior a 15 dias (se for menor não há direito ao benefício, pois nesse caso os dias que ficou sem trabalhar serão pagos pelo empregador) e o empregado acidentado tem, obrigatoriamente, de dar entrada ao pedido de auxílio-doença junto ao INSS.

Estabilidades e garantias provisórias de emprego – Gestante

Conforme o art. 10, “b”, do ADCT uma empregada gestante terá garantido seu direito de emprego provisório a partir da confirmação da gravidez até 5 (cinco) meses após o parto, sendo vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante. Caso um empregador não tenha conhecimento da gravidez da empregada, terá de reintegrar ao trabalho ou pagar a indenização decorrente da estabilidade em caso de demissão, a gestante só pode voltar ao trabalho se a demissão ocorrer durante o período de estabilidade. Caso ocorra fora deste período ela terá apenas direito a indenizações. Não é assegurado o direito à estabilidade caso empregada fique grávida durante o contrato de experiência.