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Coletando dados – FEB e a Segunda Guerra Mundial

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Frases (14/05/2015)

Enquanto as pessoas dos “direitos humanos” tratarem bandido como vítima e vítima como estatística o Brasil não vai se tornar melhor.

Frases (02/05/2015)

Todo homem tem direito a liberdade. Mas alguns não conseguem merecê-la.

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Enquanto uma mão segura uma vida outra segura uma arma;
Enquanto uma pessoa almeja viver outra almeja matar;
Enquanto um político assina um tratado de paz outro assina um de guerra;
Enquanto um avião carrega medicamentos outro carrega bombas;
Enquanto um homem planta uma árvore outro homem derruba uma floresta;
Enquanto um homem ora pela vida de alguém outro ora por ter tirado uma;
Enquanto uma mulher carrega uma vida outra deseja exterminar uma da sua vida;
Enquanto um homem estende a mão outro a usa para segurar uma faca;
Enquanto um homem luta pela justiça outro luta pelo poder;
Enquanto achamos que somos bons outros pensam como eu e não sabem onde iremos chegar…

O desenvolvimento do conceito de segurança e saúde do trabalho: Uma discussão sobre o cenário trabalhista brasileiro

Esta pesquisa foi desenvolvida no âmbito do curso Técnico de Segurança do Trabalho, no polo do SENAC de Novo Hamburgo, visando desenvolver a capacidade profissional dos seus alunos. Com base neste pensamento foi desenvolvido este projeto de pesquisa que visa avaliar e debater o desenvolvimento do conceito de segurança e saúde do trabalho no cenário trabalhista brasileiro, trazendo consigo uma análise de diversas características em nossa sociedade e que produziram diversos conceitos presentes no dia-a-dia dos Técnicos de Segurança do Trabalho. Neste projeto farei um panorama histórico do desenvolvimento da cultura de segurança e saúde do trabalho, com base nas NR’s e nas leis trabalhistas desenvolvidas no século XX e XXI da história brasileira. Seguindo estas ideias busco tentar responder como se deu a busca de melhorias no dia-a-dia dos trabalhadores por intermédio do trabalho desenvolvido pelos Técnicos em segurança do trabalho. Com uma metodologia básica, voltada a revisão bibliográfica e análise histórica este projeto pretende informar e descrever um pouco da história trabalhista brasileira, voltada para as leis, normas e claro a visão dos técnicos de segurança do trabalho

Centros de documentação histórica no RS – CHCP: Centro Histórico Coronel Pillar

O Museu do Centro Histórico Coronel Pillar (CHCP) é a única instituição cultural militar estadual unida o Sistema Municipal de Museus de Santa Maria. Inaugurado em 1998 o Museu assumiu um importante papel, pois reuni uniformes, insígnias, distintivos, armaria, peças da cavalaria, bandeiras, flâmulas, coleção de troféus, mobiliário, instrumentos musicais, equipamentos de trabalho, heráldica, fotografias, bibliografia militar e sul-rio-grandense, documentos arquivísticos do 1° Regimento de Polícia Montada “Rgt. Cel. Pillar”, a partir do ano de 1892.

            A instituição busca preservar a memória da Guarnição da Brigada Militar de Santa Maria, identificando, coletando, catalogando, classificando, salvando, preservando e expondo objetos de valor histórico e cultural que traduzam a trajetória do 1º RPMon e das outras unidades que compõem a Guarnição da Brigada Militar de Santa Maria; Além disso ela busca promover transversalmente exposições, eventos, convênios e outros projetos, o intercâmbio com outras instituições congêneres do país e do exterior, isso através de empreendimento que estimula atividades de extensão cultural e educativa junto às instituições educacionais do Estado, Município e do público em geral, com o fim precípuo de informar, promover e divulgar as atividades desenvolvidas pela Brigada Militar.

Centros de documentação histórica no RS – MARGS: Museu de Arte do Rio Grande do Sul

Este centro é um museu também encontrado em Porto Alegre que se dedica guarda e exposição de um acervo público de arte gaúcha e brasileira, além de receber também exposições estrangeiras, tem um grande destaque por ter mais de 50 anos de idade. Instituído pelo governo do Rio Grande do Sul em 1954, sob a direção de Ado Malagoli, reuniu um expressivo acervo artístico sulino, sendo um dos responsáveis pela consagração definitiva do Modernismo entre os gaúchos.

            O MARGS é uma instituição subordinada à Secretaria de Estado da Cultura. O MARGS surgiu como um dos primeiros projetos museológicos de importância e abrangência estadual. Na época de sua criação o único museu de relevo na cidade e no estado era o Museu Júlio de Castilhos, cujo perfil é mais histórico do que artístico. O Acervo do MARGS conta hoje com cerca de 2.700 peças

            Esta instituição conta ainda com o NDPA (Núcleo de Documentação e Pesquisa em Arte) que tem como função reunir e conservar seu importante Acervo documental e bibliográfico, colocado à disposição de pesquisadores, artistas e estudiosos do setor das artes plásticas. Atualmente, o NDPA é constituído pelo setor de Documentação e Pesquisa em Arte – que abriga mais de 2 mil dossiês de artistas e críticos de arte – e pela Biblioteca especializada em artes visuais, com mais de 4 mil títulos – incluindo dicionários, catálogos e hemeroteca de assuntos relacionados à cultura.

Política no Império: da cidadania às eleições.

Por: Willian Michel Schneider e Angélica Beatris da Silva

Quando falamos da política, eleições e da cidadania brasileira na atualidade, há pessoas que pensam e relegam estes termos apenas no contexto de republica, o que é equivoco, já que estes termos já podiam ser aplicados a um sistema anterior ao da república proclamada em 15 de novembro de 1889, sistema esse chamado de Império.

A participação político-popular durante o período do Império até a República foi considerada inexpressiva, todavia segundo Carvalho, algumas vezes ela era tão expressiva quanto a europeia, entre os períodos acima citados, 13% da população livre votou, sendo que em 1881 os analfabetos são privados do direito de votar.

Em suma temos décadas de gestões tanto imperiais quanto republicanas, sem a participação do povo. Somente a partir da segunda década do século XX, houve uma considerável mudança no cenário político, acontecimentos internos como a crescente urbanização, a industrialização, o aumento da classe operária, o nascimento do partido comunista, a semana de arte Moderna, e eventos externos como a quebra da Bolsa de Nova Iorque, modificaram econômica e politicamente o Brasil.

Contudo retornemos ao século anterior, onde presenciamos o império brasileiro surgir (1822) e cair (1889), contudo este período foi e é de extrema importância para a formação do Estado brasileiro, bem como do sentido de nação.

A organização política brasileira durante o primeiro reinado, segundo Pedro Calmon em seu livro “História da Civilização Brasileira”, continha por alicerce a envelhecida municipalidade, sistema esse resultante da afirmação das instituições portuguesas, que para cá se transplantaram, como também dos múltiplos fatores sociais-geográficos do Brasil. Calmon afirma que com a constituição de 25 de março de 1824, o imperador (Dom Pedro I) concedeu um documento de cunho liberal francês, digno da inspiração de Benjamin Constant, onde se formava e aprovava o quarto poder (o moderador), que seria exercido pela primeira vez pelo então soberano Dom. Pedro I, contudo este sistema geraria uma nação unitária, onde até as reformas 1847 o Brasil possuía um regime político digno do parlamentarismo britânico, para a qual te dia o Legislativo brasileiro, no seu permanente conflito com os Poderes Executivo e Moderador.

“Embora haja instâncias de representação do povo, o Poder Moderador concentra poderes nas mãos do Imperador, de forma a reduzir consideravelmente a atuação dos outros poderes. O Poder Moderador possibilita ao Imperador, com a finalidade de velar “sobre a manutenção da independência, equilíbrio e harmonia dos demais Poderes Políticos”, nomear Senadores (dentre os constantes em lista tríplice, formada com os mais votados em eleição indireta); convocar extraordinariamente a Assembleia Geral; sancionar os decretos e resoluções da Assembleia, para que tenham força de lei; aprovar e suspender interinamente as resoluções dos Conselhos Provinciais; prorrogar ou adiar a Assembleia Geral, e dissolver a Câmara dos Deputados nos casos em que o exigir a salvação do Estado, convocando imediatamente outra que a substitua; suspender os magistrados por queixas feitas contra eles; perdoar e moderar as penas impostas aos réus condenados por sentença; e conceder anistia em caso urgente.” (Salgado, pag 3, n.id)

 

Calmon coloca que a reforma de 47 criou a figura do presidente do conselho de ministro, o que tornou o sistema menos absoluto e mais liberal. Contudo as ideias liberais vindas da Europa foram virando “moda” e acabaram por ser um dos motivos que levaram o imperador abdicação. Contudo o sistema se garantira com as regências.

Nelson Nogueira Saldanha em seu livro “História das Ideias políticas do Brasil” reafirma aquilo dito por Calmon, onde a política monárquica brasileira conheceu um sistema partidário comparado ao inglês, contudo em sua obra o autor dá um enfoque maior aos então partidos políticos do império, sendo estes o conservador e o liberal. Porem com um posicionamento critico referente a várias obras do período em que se falava da política brasileira no império, Saldanha coloca que:

 

“Por onde se vê quanto comprometia a nossa ordem política imperial o fato de não termos tido vida partidária à altura das necessidades de um regime tão sério e tão complexo como o parlamentar, que se tinha a veleidade de praticar, e que é considerado em geral como o mais democrático dos sistemas, ou quando menos como mais delicado e mais difícil. Pois nos faltavam requisitos inegligenciáveis para manutenção de partidos pelo figurino inglês: experiência política do povo, homogeneidade cultural, educação, desenvolvimento da vida urbana e do hábito do debate e da tolerância, tudo, e sobretudo o costume de ter partido sem acritude e com responsabilidade. No Brasil, em certas províncias particularmente, a diferença entre partidários dos liberais e partidários dos conservadores ia naquele tempo além do plano político, chegava à separação e até à inimizade pessoal.” (Saldanha, pág 140, 1933)

 

Isso retoma a discussão feita na obra “A construção da ordem: teatro de sombras” de José Murilo de Carvalho, onde o autor nos propõe que algumas das teses existentes a respeito da origem social e da ideologia dos partidos políticos imperiais podem ser relacionadas com três arranjos distintos, a dos que negam a existência de diferenças entre os partidos, principalmente o conservador e o liberal; os que os distinguem em termos de classe social; e há os que os distinguem por outras características, por exemplo, a origem regional, rural ou urbana.

Alguns autores negam a existência de diferenças relevantes entre os partidos imperiais, como por exemplo, Caio Prado Júnior, que admite certo embate entre a burguesia reacionária, que foi por ele denominada e, é representada pelos donos de terras e senhores de escravos, e a burguesia progressista representada pelo comércio e pela finança, todavia segundo ele esta dissensão não se manifestava nos partidos.

Para Mônica de Souza Nunes Martins em seu artigo “Os caminhos da Lei e da “ordem” no Brasil Império”, houve após a independência do Brasil uma releitura da Lei no Brasil, sendo necessário a preparação de novos Códigos, que possuíam a essência lusitana incorporada um modo de legislação inglesa e francesa. Para a autora a noção de ordem foi muito importante para a organização social, principalmente quando se relaciona a manutenção da tranquilidade pública e à extirpação dos conflitos nas ruas e regiões do império.

 

“Depois da Independência, a palavra ordem nascia como pauta do dia, colocando-se como elemento definidor da construção do Império. Mantê-la, a partir de 1822, significava defender a soberania e o regime monárquico, construindo a Causa Nacional” (Martins, Pág 7, 2003)

 

Contudo esta ordem no período inicial do império tinha como objetivo também manter o estado escravista, para Keila Grimberg em seu livro “Cidadania, Escravidão e Direito Civil no Tempo de Antônio Pereira Rebouças” afirma que a luta por direitos civis no Brasil não teve o sentido de luta por igualdade, refletir sobre direitos políticos naquela ocasião não era parecido de refletir sobre direitos civis.

 

No artigo “A cidadania no estado brasileiro: breves considerações sobre a sua história”, vemos a existência de uma forte relação entre a construção de uma nação e de um Estado e a constituição da cidadania, visto que esta encontra-se ligada a uma identidade de união social, entretanto não fica clara na Constituição de 1824 a distinção entre nacionalidade e cidadania.

A Constituição escondia a escravidão e, por ser considerado como uma espécie de propriedade, o escravo não tinha pátria ou nacionalidade, ou seja, não poderia participar civil ou politicamente da sociedade. Os direitos sociais surgiram com a aparência de concessões dos Governos Ditatoriais, que temiam que as experiências do operariado europeu pudessem se repetir aqui.

Segundo Sleiman no seu texto “À nação independente, um novo ordenamento jurídico: a criação dos Códigos e do Processo Penal na primeira década do Império do Brasil”, as mudanças sociais realmente começam a ficar mais evidentes a partir da segunda metade do período imperial, neste mesmo momento se tem também mudanças significativas na política, principalmente com a construção e a reestruturação de um corpo legislativo brasileiro.

Este novo corpo legislativo, tirava proveito do sentido mais moderno no conceito de lei para época, onde se acreditava que ela era capaz de transformar a realidade. Sendo assim um novo pensamento de estado nacional surge, onde se pressupõem repensar e reformular, quando necessário, as antigas instituições (principalmente as coloniais). Dentro desta reformulação proposta uma das mais importantes feitas foi a que se refere a cidadania brasileira.

No artigo “A construção da cidadania no Brasil: entre Império e Primeira República”, a autora Luciene Dal Ri nos descreve que a elaboração do instituto da cidadania no Brasil após a independência do Brasil trabalhou com maior dedicação aspectos políticos e civis desse período, dando maior enfoque na questão da importância dos direitos políticos como objeto constitutivo da cidadania.

A cidadania foi um órgão comum aos modernos ordenamentos jurídicos estatais, a doutrina do Direito Público e a do Direito Internacional compreendem a cidadania como uma união entre o vínculo jurídico da pessoa com o Estado e a sua titularidade de direitos políticos.

Os conceitos de nacional e cidadão eram e continuam sendo objetos similares, os direitos do indivíduo, e a concepção de cidadania passaram a depender da Nação Soberana e da lei que desta provinha, tendo a propriedade como meio de distinção e concessão dos direitos políticos.

Somente após a Independência do Brasil e o surgimento da Constituição de 1824 temos uma descrição da cidadania brasileira, tema que estende-se no de nacionalidade, naturalização e integração do estrangeiro e liberto na construção da Nação, visto que se pretende incutir nos indivíduos o sentimento de pertencimento a um povo.

A aquisição da cidadania no império era determinada pelo artigo 6º da Constituição, que diz:

Art. 6º São cidadãos brasileiros:

1°) Os que no Brasil tiverem nascido, quer sejam ingênuos ou libertos, ainda que o pai seja estrangeiro, uma vez que este não resida por serviço de sua nação.

2º) Os filhos de pai brasileiro e os ilegítimos de mãe brasileira, nascidos em país estrangeiro, que vierem estabelecer domicílio no Império.

3º) Os filhos de pai brasileiro, que estivesse em país estrangeiro, em serviço do Império, embora eles não venham estabelecer domicílio no Brasil.

4º) Todos os nascidos em Portugal e suas possessões que, sendo já residentes no Brasil na época em que se proclamou a Independência nas Províncias, onde habitavam, aderiram a esta expressa ou tacitamente pela continuação da sua residência.

5º) Os estrangeiros naturalizados, qualquer que seja a sua religião.

A possibilidade de reconhecimento da cidadania aos filhos de pai brasileiro a serviço do Brasil, nascido em país estrangeiro, fundamentava-se não nos laços de consanguinidade, mais em uma ficção extraterritorial. Observa-se também uma imposição da nacionalidade-cidadania aos nascidos em Portugal ou em suas possessões, que continuaram a residir no Brasil no período da proclamação da Independência, como tentativa de resolver o problema do déficit populacional. O instituto da cidadania tinha por objetivo o pleno exercício de direitos civis e políticos no século XIX.

Contudo, Mônica Martins em seu artigo anteriormente citado, coloca que mesmo com o instituto de cidadania certas ordenações continuaram por muito tempo iguais, sendo que no que se referia às questões civis, as Ordenações Filipinas permaneceram válidas no Brasil até 1916, quando somente então foi promulgado o primeiro Código Civil Brasileiro.

Com a Lei Eleitoral de 1824, para ser considerado um votante válido, o habitante da cidade deveria ser homem e ter no mínimo 25 anos (idade essa que não era válida para homens casados, militares, bacharéis formados e clérigos. Além disso o sistema empregado na época continha o censitário (só poderia votar caso comprovasse uma renda mínima anual vinda de seu emprego, propriedade de terras, indústria e/ou comércio).

Segundo Manoel Ferreira em seu livro, “A evolução do sistema eleitoral Brasileiro”, apresenta que o sistema eleitoral brasileiro possuía eleições em quatro graus: o povo, em massa, escolhia os compromissários; estes, escolhiam os eleitores de paróquia, que, por sua vez, escolhiam os eleitores de comarca; finalmente, estes últimos procediam à eleição dos deputados e senadores.

Apresentado isso, vale ressaltar que os compromissários, os eleitores de paróquia teriam que ter uma renda de 100 mil réis, os eleitores de comarca ou província de 200 mil réis, os candidatos à deputado deveriam ter renda mínima de 400 mil réis por ano e os Senadores deveriam comprovar 800 mil réis. Não poderiam participar da vida política nacional os que estivessem abaixo da idade limite, os índios, as mulheres, os soldados e evidentemente os escravos.

Segundo Antonio Carlos Olivieri em seu texto “Eleições no Brasil: A história do voto no Brasil” o sistema eleitoral foi simplificado para dois graus (até 1881), sendo que haviam apenas os eleitores de paróquia e de província, posteriormente foi aplicada a Lei Saraiva que introduziu o voto direto, mas ainda censitário, sendo assim, até o fim do Império, somente 1,5% da população podia votar.

A ligação entre o direito de voto e a cidadania eram termos diferentes da atualidade, pois nem todo cidadão podia votar, como vimos acima. Sendo que ainda existe uma diferença entre cidadania e nacionalidade. Pimenta Bueno faz esta distinção entre os termos, afirmando que a nacionalidade é relativa ao direito privado, para ele, um cidadão tem direito a cidadania quando o mesmo participa da vida pública do país, votando e sendo votado. Já o direito a nacionalidade é quando este indivíduo está integrado na comunidade nacional, desde que o mesmo tenha nascido no Brasil, ou mesmo, em solo estrangeiro (contudo não pode prestar serviços a seu país de origem).

Teria decretado a suspensão dos direitos políticos aquele que fosse considerado incapaz física ou moralmente e ou por sentença condenatória a prisão, ou degredo, enquanto durarem os seus efeitos.

A nacionalidade teria sido colocada como sinônimo de cidadania da Constituição Imperial, entretanto mesmo os direitos políticos estando ligados aos de cidadania, eram concedidos somente aos cidadãos proprietários. Segundo Dal Ri em seu artigo, a constituição buscava proporcionar aos cidadãos melhores condições econômicas, para que consequentemente houvesse participação política mais independente.

Sendo assim fica claro que a eleição em si não influenciou no contexto da construção da cidadania brasileira e sim o contrário, onde se percebe que as leis eleitorais começam a ser modificadas com o decorrer da construção da “nação brasileira”, além de ser de extrema importância a construção de instituições legisladoras, que seja por influência externa, compactuou para a formação da unidade sociocultural no período republicano pós-império.

A influência e busca de melhorias não foi sentida diretamente no cenário eleitoral brasileiro dentro do período do império, mas os movimentos sociais que buscaram questionar leis e decretos foi fundamental para a construção social e cultural do Brasil.

 

 

Bibliografia

 

 

BRITO. Álvaro de A. A., A cidadania no estado brasileiro: breves considerações sobre a sua história. VIA WEB. Acessado em 14/11/14. Disponível em: http://goo.gl/DGrGh6

 

CALMON, Pedro. História da civilização brasileira. Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2002.

 

CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial; 3. ed Rio de Janeiro, RJ: Civilização Brasileira, 2006.

_____________ Cidadania: Tipos e Percursos. Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v.9, n.18, 1996.

 

Constituição Política do Império do Brasil VIA WEB. Acessado em 14/11/14. Disponível em: http://goo.gl/zrWikm

 

DAL RI. Luciene, A construção da cidadania no Brasil: entre Império e Primeira República. Espaço Jurídico, Joaçaba, v. 11, n. 1, jan./jun. 2010

 

FERREIRA, Manoel Rodrigues. A evolução do sistema eleitoral brasileiro. – 2. ed., rev. e alt. – Brasília: TSE/SDI, 2005

 

GRIMBERG, Keila. Código Civil e cidadania. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

_____________ Cidadania, Escravidão e Direito Civil no Tempo de Antonio Pereira Rebouças. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

 

MARSHAL, T. H. Cidadania e Classe Social” In. Cidadania, classe social e status. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1967.

 

MARTINS, Mônica S. de S. Os Caminhos da Lei e da “Ordem” no Brasil Império. Justiça & história / Centro de Memória do Judiciário. Porto Alegre, v. 3, n. 6, 2003.

 

OLIVIERI, Antônio Carlos. Eleições no Brasil: A história do voto no Brasil. VIA WEB. Acessado em 13/11/14. Disponível em: http://goo.gl/hTkj85

 

SLEIMAN, A. “À nação independente, um novo ordenamento jurídico: a criação dos Códigos Criminal e do Processo Penal na primeira década do Império do Brasil”. In. RIBEIRO, G. S. Brasileiros e cidadãos: modernidade política 1822-1830. São Paulo: Alameda, 2008.

Centros de documentação histórica no RS – MHUM: Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul

Este centro é um museu histórico encontrado em Porto Alegre que se dedica à preservação de um acervo de documentos, apetrechos médicos e outros objetos relacionados à prática, estudo e evolução do setor médico no Rio Grande do Sul. Foi criado em 2006 com iniciativa do SIMERS (Sindicato Médico do Rio Grande do Sul) que se preocupava com a preservação da história da medicina do estado. Atualmente funciona no prédio histórico do Hospital Beneficência Portuguesa (av. Independência, 270), em Porto Alegre.

O acervo deste centro atualmente conta com 4 divisões, são elas o acervo tridimensional, acervo arquivístico, acervo bibliográfico e acervo audiovisual digital. Dentre algumas exposições desenvolvidas pela instituição estão DESAFIOS: a Medicina e a luta pela Vida, Mulheres e as práticas de saúde, Olhares sobre a história da Medicina e Retratos da Medicina. O MUHM tem como objetivos básicos a constituição de acervos, velando por sua conservação, organização e divulgação, além de buscar promover e incentivar a pesquisa sobre a história médica do estado

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Quais são as possibilidades de atuação do historiador no espaço aonde você realizou a sua prática, considerando conteúdos estudados na disciplina de História do Rio Grande do Sul?

Ler:

1) RELATÓRIO SOBRE A PRÁTICA DA DISCIPLINA EM SEMINÁRIO DE PESQUISA E PRÁTICA EM HISTÓRIA DO RIO GRANDE DO SUL

2) A partir da prática realizada, bem como, considerando o local de sua realização, exemplifique como o historiador pode lidar com as fontes trabalhadas para desenvolver o conhecimento histórico relativo à história local e/ou regional no espaço escolar

No Museu Nacional do Calçado se tem a possibilidade de um historiador atuar de diversas formas, desde ajudar na guia de visitantes, como também explicar muitas coisas voltadas ao setor calçadista, seja na forma de história dos calçados em geral, de uma marca especifica, de um modelo especifico ou ainda abordar do setor coureiro-calçadista de uma cidade, região, estado ou ainda do país. Sendo assim basta soltar um pouco sua força de vontade para que isto se concretize.

Para isto os acadêmicos, estudantes ou entusiastas de história pode utilizar as peças em especifico que se tem disponível no acervo, sendo que ainda existe a possibilidade de se manusear arquivos de industrias, plantas de maquinas, livros de registros e modelos ou ainda registros de entrevistas feitas anteriormente e armazenados pela instituição.

Sendo assim, ficou claro na minha percepção que o local possui um riquíssimo material físico, que podem ser explorados por historiadores interessados neste meio de diversas formas possíveis. Dessa forma, os conteúdos vistos na disciplina de Seminário de Pesquisa e Prática em História do Rio Grande do Sul, se pode sobressair questões voltadas a um dos meios que sustentaram a região do vale do sinos por um longo tempo, se tornando referência dentro e fora do país, no quesito econômico, político e social.

A possibilidade de escrever a história deste setor, abordando micro e macro história é fantástica, sendo provável ainda a utilização de história oral, pois muitos membros que vivenciaram o crescimento deste setor ainda se encontram vivos, seja desde o operário de uma determinada empresa, até mesmo seu fundador.

Das considerações observadas na questão anterior, o que você efetivamente viu se concretizar no espaço de atuação? Comente os possíveis motivos do quadro apontado.

                                                

Na questões levantadas anteriormente eu tive contato com a catalogação de documentos, já que o museu já disponibiliza as atividades pré-definidas para quem realizasse a prática como a feita nesta disciplina, o que pelo curto tempo de atuação impossibilita outro tipo de intervenção por parte dos acadêmicos. Contudo a instituição deixa claro seu posicionamento favorável a diferentes projetos e pesquisas que envolvam a instituição, desde que seja bem fundamentado.

A relação entre a instituição e a comunidade acadêmica ou geral é muito aberta, dando esta possibilidade de cursos da instituição ou de fora dela criarem ou pensarem em meios de se criar uma intervenção cultural ou social em que se possa ter a participação do MCN.

A pessoa responsável pelas atividades dos estagiários é a coordenadora Ida Helena Thon, contudo a assistente Gabriela Ermel ajuda diretamente cada estagiário, seja apresentado suas funções ou esclarecendo qualquer dúvida referente a rotina de trabalho no museu. Segundo a assistente os estagiários que chegam entre as exposições temporárias ajudam principalmente na catalogação, contudo existe a possibilidade de se ajudar na formulação da exposição ou mesmo da criação da mesma.

Contudo fica claro que a instituição tem maior interesse em possibilitar ao público o acesso a um patrimônio histórico voltado ao setor coureiro-calçadista da região, estado e do Brasil. Segundo a coordenadora Ida Helena Thon a fundação tem grande interesse na produção de pesquisas e criação de livros com relatos e estudos voltados a este setor, contudo sua elaboração é demorada e necessita de um grande envolvimento de pesquisadores interessados.